Qual o marketing da felicidade?

nov 30
2009

Qual será o significado da palavra “felicidade” em tempos de avassaladora modernidade, doenças incuráveis, mudanças meteóricas, valores questionáveis por dúbias interpretações, será que tem algo a ver com a má educação, por conta de restrita formação intelectual?

Como entendermos sobre o amor que prejulga a unidade de seus princípios de constituição, que é a família, será que a família é uma instituição falida?

Qual a influência produtiva de quem busca investir na fé alheia, subvertendo a religiosidade, estaremos convictos de que os nossos credos são os que nos dão o equilíbrio de prosperidade existencial, ou nos enganamos pela preguiça de humildade?

Por que o chavão que responsabiliza parte dos fracassos de nossos anseios, como se fosse um Marketing contrário, pois tudo resulta na palavra: Não deu certo por conta de má-educação, pela falta de cultura, pela ignorância enraizada. Será que não há como mudar o trajeto de cada ser que busca a felicidade, com acesso a oportunidades de incentivos motivadores que atendam às suas necessidades essenciais e, sobretudo o porquê do existir em um mundo tão conturbado?

São muitas perguntas que ficarão sem as respostas pertinentes, se não insistirmos em compartilhar a construção de cada etapa de nossas vidas, doando de forma caridosa, o que temos de sobra, para que haja uma troca de motivos, e assim interpretarmos às sensações do sentimento sublime, que é sentir-se feliz e comungar tal dádiva.

Para ilustrar um pouco mais os questionamentos em pauta, trago algumas frases de exemplos dos tempos idos, tais como:
“Ser ou não ser, eis a questão” Shakespeare.
“Só sei que nada sei”. (Sócrates)…
“Cuida da tua aldeia” (Tolstoi).
“Educar é relativizar o eu humano; é um processo de abertura para o outro”. (Jean Jacques Rousseau)
“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jesus Cristo)

Muito bem, penso que já facilita o raciocínio do que se propõe o artigo,(crônica).

1. Em primeiro plano, é importante enxergarmo-nos enquanto família, quem somos e quais os nossos desejos, necessidades e, principalmente as bases nas quais fomos constituídos! Se conseguirmos valorizar as árvores as quais nos fizeram frutos vivos e nos transformaram sementes, para multiplicarmos as nossas linhagens, já teremos justificativas para sermos algo além do que apenas uma videira infértil.

2. Entendermos que somos objetos em evolução, é sobretudo apreciarmos no outro a grandeza de um simples sorriso, ou caloroso aperto de mão, um abraço apertado, mesmo, às vezes, sem trocarmos uma única frase, mas permitindo que toda a energia do gesto de atitude sobreviva mais do que qualquer exemplo etimológico.

3. Se cuidarmos de nossos “narizes” e respeitarmos o de nosso semelhante, aumentaremos a chance de vivermos em unidade para a construção de nossos objetivos.

4. A educação individual é o melhor espelho de nossas atitudes e por isso, tão necessária para as várias etapas e metas que traçarmos.

5. Essa talvez seja a mais difícil de todas na qual, insiro a pergunta: como amar o outro se não conseguirmos amar em primeiro plano a nós mesmos? Jesus amou com todo o Seu coração os fracos e oprimidos, e se transformou no “Ser”, com o maior “Verbo” de liderança da humanidade!

Para justificar as informações impressas, vamos a algumas preposições dos fatos intrínsecos, relembrando a proposta inicial dos questionamentos: Qual será o Marketing para os em busca da felicidade?

Confesso que não sei! Mas provoco com as novas perguntas. – Você que me lê, é feliz? Está na profissão certa? Você se sente alguém, ou o que lhe importa é “ter algo”? Está convicto de que o que sabe é o suficiente para conquistar suas metas, dividir com a sua equipe, ou tira na “porrada”, os obstáculos do caminho?

Sou um idiota fazendo conjecturas e não explico os fatos que me levaram a escrever sobre a felicidade alheia. Encho-me de coragem e finalmente digito o objeto do pensamento:

I. Se for professor, seja por primeiro um educador de si próprio, pois se estiver feliz consigo, compartilharás o que tens de melhor, e a semente da prosperidade fará o restante.

II. Se for sábio, transmita a verdade acima de tudo. Ela será o guia de transformação na boca do buscador de conhecimentos.

III. Se for matemático, calcule de forma aprazível a legalidade dos propósitos, sem ignorar a virtude dos mais sensíveis e sonhadores.

IV. Se for médico, não se faça de Deus, mas, instrumento de alívio para os que sofrem de enfermidades do corpo e da mente.

V. Se for ministro da fé, faça saber que a felicidade é possível com a paz espiritual.

Depois de tanto divagar sem norte ou sul, descrevo na seqüência, como faço em todas as crônicas e artigos que escrevo os versos:

A felicidade existe, ela está dentro de nós,
só não vê que não persiste, ou não ouve a própria voz.
Educar o pensamento é uma atitude formal,
ou melhor, um instrumento, para vencermos o mal.

Nós buscamos sempre o “TER”, sem entendermos que os meios
são intrínsecos no “SER”, que justifica os enleios.
Faltam-nos mais humildade, e amor próprio, gratidão,
pra sentir a caridade que oferece o nosso irmão!

Vemo-nos além da luz, que dá brilho à nossa vida
e o egoísmo nos seduz, de uma forma até suicida!
Fechamos a nossa mente, para os valores morais…

e ela escurece a vertente, de recursos cabedais!
Faça jus a melhor luta, e aceite a voz que lhe diz:
mude enfim sua conduta e sinta o que é ser feliz!

Josias Alcantara é poeta, trovador, escritor, professor de oratória, palestrante motivacional, radialista. Nos últimos sete anos, ministrou milhares de palestras para alunos de escolas públicas e particulares. Trovador de nomeada, Josias ministra suas palestras utilizando a própria trova. É membro da UBT – União Brasileira de Trovadores PR, UBE – União Brasileira de Escritores Pr, ACPAI – Associação Cultural paranaense de autores independentes, Academia Paranaense da Poesia do Paraná. www.unicape.com.br

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Qualificar-se é preciso?

nov 16
2009

Cada educador precisa entender sua responsabilidade e posicionamento frente ao comando de uma sala de aula, com seres direcionados ao conhecimento para integração sócio-cultural e humanização, permitindo-se aprender ensinando e ensinar aprendendo em cada processo de preparo para a construção  de uma vida mais digna.
Sem essa visão, não há evolução porque cada aluno tem algum conhecimento que leva do berço e se for bem dialogado, mediante a perspicácia, ou bom senso do educador, o ensino aprendizagem pode ficar interessante e vão se harmonizando os saberes, oferecendo aos integrantes da sala de aula um novo motivo do querer aprender.

“Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos” – Paulo Freire

O processo interdisciplinar acelera a chance de os alunos crescerem com uma visão de mundo mais intuitiva em seu destino intelectual.
Observam-se em vários cantos do Brasil infindos projetos tratando da leitura, muito embora, grande maioria não prospera. Se o professor não tem hábito de leitura, também não terá meios de professar algo inexistente em “seu eu” profissional.
A leitura é transversal e oferece mecanismos interessantes aos praticantes, em se tratando de melhor conduzi-lo ao sucesso.
As inteligências são múltiplas! Você que me lê, tem idéia em qual está inserido, para melhor direcionar suas habilidades?
A maior parte das pessoas vive perdida em seu monastério de insegurança porque não foram instruídas a pensar.
Quantas vezes você ouviu alguém comentar que “fulano ou sicrano” só conseguiu o sucesso depois que alguém lhe apontou seus verdadeiros dons! Acha difícil? A resposta pode ser ampla, ou diagnosticada em sala de aula pelo próprio professor-educador, se ele porventura estiver capacitado e com um olhar voluntário mais profundo, sobre as atitudes e reações de cada aluno.
Farei um exemplo poético sobre as várias inteligências, conforme teoria de: “Howard Gardner”, desta forma você poderá descobrir se está investindo no caminho certo, considerando suas habilidades.

São várias inteligências e teorias fantásticas,
quais somam experiências, surpreendentemente elásticas.
Tem lógico-matemática, cito de exemplo o engenheiro;
A lingüística é bombástica, quem da verve faz-se obreiro!

A terceira, a espacial, faço o arquiteto de exemplo,
depois vem a musical: Que tal Beethoven, num templo?
A cinestésica enfim, mostra a força do bailado:
se na dança for ruim, não faz parte do seu fado.

Tem a Intrapessoal, presente nos escritores,
verso a interpessoal, visível nos professores!
Vamos a naturalista, Charles Darwin a detinha;

Da evolução foi artista, e na história hoje se alinha!
Finalmente a existencial, qual nos leva a refletir,
sobre o ciclo natural… se vale a pena existir!

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”. Paulo Freire

Recusar-se aceitar que a melhor ferramenta para firmar-se entre os vencedores, é tornar-se vencedor a partir de sua construção diária.
Muito bem, se existe mecanismos para concentrarmos nossas energias no certo, porque então insistimos tanto no duvidoso? Temos algumas perguntas que poderão ser consideradas:
1ª – A escola que buscamos a aprendizagem, está preparada para nos direcionar aos nossos anseios?
2ª – Os profissionais da instituição que passamos parte de nossas vidas, estão aptos a nos ajudarem a entender o mínimo necessário para avançarmos a próxima etapa?
3ª – A proposta pedagógica da escola, a qual estamos satisfaz os indicativos de nossas necessidades?
4ª – Aponte 3 pontos fracos no seu ponto de vista de sua escola  e 3 fortes e finalmente a nota de 0 a 10, se porventura fosse permitido votar.

É muito fácil julgarmos se isso ou aquilo está certo ou errado, pressupondo que o nosso ponto de vista pode mudar o quadro de desfaçatez, cuja predominância é aplaudida.  Ledo engano! A cultura de nosso país está adormecida no berço do capitalismo selvagem.
As pessoas são manipuladas e nada fazem para mudar esse quadro.
Precisamos acordar, enfrentar e derrotar o Golias que governa nossas atitudes.
Como tornarmo-nos exemplos de algo, se não sabemos nem votar corretamente?
Quem é o responsável por tudo isso?
Você tem a resposta?
Eu não tenho, mas podemos unir as forças e quem sabe decobrirmos uma saída para dignificarmos a nossa, hoje, tão insignificante participação no comando de nossas vidas.
Que tal começarmos perguntando ao nosso professor se ele se sente preparado para a causa que aderiu, voluntáriamente, ou, se  está professor por circunstâncias da vida e qual a contribuição que ele imagina estar oferecendo para os seus alunos?
Que tal perguntarmos também, em qual estágio de qualificação ele se situa, quanto dedica o seu tempo para conhecer novos conteúdos, e qual o grau de frequencia que ele compartilha, ou não lhe deixam?

Muitas perguntas sem respostas, não é verdade?

E você vai fazer o que para melhorar esse quadro?

“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão” Paulo Freire

“Há tempo de nascer e tempo de morrer: tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou.” (Eclesiastes. 3,2.)

Há tempo para nascer
também para se plantar,
e tempo para morrer,
outro para edificar.

Josias Alcantara é poeta, trovador, escritor, professor de oratória, palestrante motivacional, radialista. Nos últimos sete anos, ministrou milhares de palestras para alunos de escolas públicas e particulares. Trovador de nomeada, Josias ministra suas palestras utilizando a própria trova. É membro da UBT – União Brasileira de Trovadores PR, UBE – União Brasileira de Escritores Pr, ACPAI – Associação Cultural paranaense de autores independentes, Academia Paranaense da Poesia do Paraná. www.unicape.com.br

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