Você já sorriu para o seu cliente hoje?

jun 12
2010

Lidar com o público é uma tarefa nem sempre fácil. Cada pessoa tem a sua personalidade, cada um tem seu jeito. Alguns são mais tímidos, outros mais extrovertidos. Uns são diretos, outros gostam de conversar. Mas, uma coisa é fato, absolutamente todas as pessoas gostam de serem recebidas com um sorriso. Essa atitude simples transmite a mensagem “Estou contente que esteja aqui ou estou feliz em poder atendê-lo”. E quem não gosta de ser bem recebido?

Por incrível que pareça, um sorriso pode ser percebido em qualquer situação, não apenas no contato visual. Você sabia que as pessoas percebem quando você está sorrindo ao telefone? Atender alguém com satisfação é o caminho certo para a conquista de seu cliente.

Mas, mais uma vez, as empresas não estão atentas para isso (já comentei o descaso do atendimento aos clientes em outro artigo). Com o excesso de mão-de-obra, as empresas contratam qualquer pessoa que tenha disponibilidade para trabalhar por um salário-mínimo. Se ela cometer algum erro, simplesmente executa-se o “shift rotate” e pronto. Análise do perfil da pessoa é luxo. Treinamento, então, nem se fale. É por isso que há tantas pessoas desqualificadas para atender ao cliente. E nós é quem sofremos com isso.

Atender ao público é uma arte. É preciso, em poucos segundos, descobrir a personalidade do cliente e tratá-lo adequadamente. Se o cliente fala rápido, você tem que responder no mesmo ritmo – caso contrário ele perderá a paciência com você. Se o cliente é direto, não adianta explicar todas as funcionalidades do produto – certamente você será interrompido com um sonoro “ok, mas quanto custa? ou não foi isso que eu perguntei”. Se o cliente gosta de conversar e você responde secamente, passará a imagem de grosseiro. Um grande erro que costumo observar é que a maioria dos profissionais usa a máxima de “vou atender ao meu cliente como eu gostaria de ser atendido”. Por que erro? Porque as pessoas são diferentes, e o que é bom para você pode não ser para o seu cliente. A frase correta é “vou atender meu cliente como ele quer ser atendido”. Isso sim funciona.

Para atender ao público, o profissional precisa ter algumas características “correndo em suas veias”:
1. Gostar de pessoas. De verdade. – gostar de estar entre pessoas, de entender pessoas, de conversar, de lidar com pessoas.
2. Simpatia – ter expressão leve, ser cativante, e claro, o sorriso no rosto (natural, obviamente). Pergunte o nome de seu cliente e repita várias vezes durante o atendimento – demonstre que ele não é qualquer cliente, mas sim o Sr. João que deu preferência pela sua loja. Mostre que ele fez a escolha certa.
3. Ser prestativo – acompanhar seu cliente até o setor onde encontra-se o produto que ele deseja, permanecer a disposição dele (a distância, para deixá-lo a vontade. Mas, se ele fizer algum sinal de que deseja alguma informação, você estará lá)
4. Paciência – como já disse, cada pessoa tem seu jeito. Independente de como é o seu jeito, na hora de atender um cliente lembre-se: atenda como ele quer ser atendido. Responda todas as suas perguntas, dê atenção, não faça com que ele se sinta mais uma comissão para aumentar seu salário.
5. Paixão – essa é a mais importante das características, pois engloba todas as anteriores. Sentindo paixão pelo seu trabalho, você iniciará o expediente com alegria e o terminará da mesma maneira. Sentirá um prazer enorme em cada atendimento (independente de finalizar a venda) – e seu cliente perceberá isso.

Por outro lado, as empresas devem investir em seus profissionais a fim de mantê-los apaixonados, e na equipe. Oferecer treinamento constante, bônus, incentivos, reconhecimento. E que fique claro que também estamos falando de dinheiro. Não sejamos hipócritas. Elogios não pagam as contas de ninguém. O profissional quer ser reconhecido sim, com títulos de “melhor do mês” e discursos sobre seu desempenho, mas o melhor incentivo é o dinheiro no bolso. E, convenhamos, nada mais justo. Afinal, são esses profissionais apaixonados quem mantém o faturamento alto da empresa. E, para a infelicidade de empresários e clientes, eles são raros.

Tatiana Mattos é diretora executiva da Net Salas. Administradora de empresas há mais de 10 anos. Soma-se à sua experiência o planejamento e execução de concursos públicos e privados aplicados em todo o território nacional, liderando todas as equipes envolvidas.

O descaso com o atendimento aos seus clientes

jun 11
2010

É impressionante o descaso das empresas com o atendimento aos seus clientes. Outro dia fui até uma loja de materiais para construção. Fiquei pelo menos uns quinze minutos esperando – e procurando – um vendedor que pudesse me atender. Tive que ir até uma atendente, de outra área da loja, para que ela solicitasse no alto-falante que algum vendedor pudesse comparecer ao setor que eu estava. Aguardei mais uns cinco minutos para que pudesse ouvir: “Boa tarde, posso ajudá-la?”. Inadmissível. Alguns podem argumentar que a loja não possui vendedores suficientes para atender a todos. Mas, esse problema é meu? Sou cliente, e como tal mereço toda a atenção possível e imaginária a partir do momento em que piso em uma loja. Sendo bastante direta, sou eu – cliente – quem mantém a loja funcionando. Como atitude rara para tantos brasileiros, me dirigi ao gerente, reclamei de tal atendimento e não voltei mais.

A verdade é que muitas empresas não têm conhecimento do que seus clientes pensam. Falha da empresa, falha do cliente.

Quantas empresas vocês conhecem que mantém, pelo menos um, canal direto aberto para que seus clientes possam reclamar, sugerir ou elogiar seus serviços? A maioria diz que “qualquer dúvida, sugestão ou reclamação, entrem em contato através do telefone tal ou email tal. Teremos enorme prazer em atendê-los”. E quando você liga, primeiro ouve aquelas musiquinhas ou propagandas da loja que são sempre interrompidas com “não desligue, sua ligação é muito importante para nós”. Depois de algum tempo, você ouve uma lista de opções tão grande de menu eletrônico que é necessário anotar todas para saber qual é a correta. E ainda assim, corre o risco de ouvir “desculpe senhora, estarei passando a sua ligação para a área responsável”. E começa tudo de novo. Emails, então, são simplesmente ignorados. No máximo, recebemos uma resposta automática com os dizeres “agradecemos o envio de seu email. Em breve retornaremos seu contato”. E, com sorte, depois de seis meses, você talvez receba alguma notícia.

No Brasil, o consumidor é tratado com desdém. Ele precisa esperar muito tempo para ser atendido em uma loja, ele precisa aguardar a boa vontade da mocinha do atendimento atendê-lo ao telefone – e diga-se, rezar para que ela esteja de bom humor, não fique repetindo “infelizmente, senhora, não podemos fazer nada. O sistema é assim mesmo”, e não te passe para outra área de atendimento -, ele precisa ficar horas em uma fila de banco porque não há caixas suficientes para atender à demanda, ele precisa levantar-se de sua mesa no restaurante para ir até um garçom que está conversando com outros e não está prestando atenção se você quer pedir algo ou pagar sua conta, ele precisa recorrer à justiça porque a empresa entregou um produto diferente daquele que ele comprou, e por aí vai.

Mas a culpa também é do cliente. O cliente não reclama, ele simplesmente se conforma. Se o atendimento é ruim, tudo bem, talvez o mocinho não esteja num dia bom. Se não tem o produto na loja, tudo bem, eu procuro em outra. Se o sistema não funciona, tudo bem, eu tento ligar outra hora. O cliente ainda não conseguiu entender que ele é o dono das empresas das quais consome produtos ou serviços. Excelente atendimento é, no mínimo, obrigação das empresas. O cliente está tão acostumado com péssimos atendimentos que quando recebe uma resposta de email em menos de 1 hora, elogia. Que quando é bem tratado ao telefone, surpreende-se. Que quando obtém solução rápida para seu problema, embasbaca-se. Errado, tudo errado.

Em outros países, quando uma empresa aumenta o preço de um produto, os clientes simplesmente não o compram mais, gerando um enorme prejuízo, fazendo com que ela volte atrás em sua decisão. Se um cliente não recebe atendimento adequado, ele simplesmente não retorna à loja, e faz enormes campanhas para que ninguém mais retorne. Lá fora, os clientes sabem e exigem seus direitos. E as empresas sabem e dão valor. E funciona.

O discurso de Sam Walton, fundador do WAL-MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários, resume tudo isso:
”Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranquilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA”.
CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.”

Tatiana Mattos é diretora executiva da Net Salas. Administradora de empresas há mais de 10 anos. Soma-se à sua experiência o planejamento e execução de concursos públicos e privados aplicados em todo o território nacional, liderando todas as equipes envolvidas.

Promoção Net Salas Jur

jun 02
2010

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Aquele que fizer o maior número de indicações (através do link Indique este siteaté o dia 11.junho.2010 será contemplado com uma sala virtual multiplataforma, disponibilizada 24 horas, no período de 15 a 21.junho.2010.

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